15 de março de 2015

Palavra do Pastor #20

PODE UM CRISTÃO SE INDIGNAR DIANTE DA CORRUPÇÃO SEM SER HIPÓCRITA POR CAUSA DA SUA PRÓPRIA CORRUPÇÃO?

Rev. Cleverson Gilvan*


            Nosso país tem vivido uma das piores crises de sua história. Uma crise ética, política, econômica e religiosa. Nunca antes na história desse país, se viu tantos delatores sendo premiados e admirados pela sua “coragem” em denunciar os seus comparsas. Mas também, como em poucos momentos da nossa história, faz tempo que não víamos o povo se manifestando e se indignando diante dessa ladroagem institucionalizada. Daí surge uma questão: Pode um cristão se indignar diante da corrupção sem ser hipócrita por causa da sua própria?
            Bem, tenho lido muitos defensores do indefensável, argumentando que antes de qualquer coisa os cristãos deveriam cuidar dos seus próprios pecados. Eles dizem que primeiro os cristãos deveriam parar de furar fila, de subornar policiais e de sonegar seus impostos, para somente depois acusar o governo de qualquer coisa. Então, pensei: Se a lógica é essa, os pregadores do evangelho do arrependimento para remissão de pecados, deveriam primeiro parar de pecar para depois subirem em seus púlpitos, ou seja, toda pregação cessaria, porque as Escrituras dizem: 1 João 1:10  Se dissermos que não temos cometido pecado, fazemo-lo mentiroso, e a sua palavra não está em nós. 

            Por outro lado, tenho que concordar com os que advogam essa ideia, no sentido de que temos sim a obrigação espiritual de tratar nossos pecados. Seria uma hipocrisia se acusássemos o outro sem ter a disposição de tratar o nosso próprio erro. Mas seria igualmente errado se, enquanto envolvidos nesse processo de santificação, calássemos os nossos lábios diante da injustiça. Com isso sustento que é absolutamente justo nos manifestarmos contra a corrupção, especialmente se entendemos que faz parte da nossa missão lutar contra a injustiça em seus mais diversos níveis. E é ainda mais razoável que o façamos se estamos envolvidos num processo de santificação pessoal. Enquanto lutamos contra o pecado que tenazmente nos assedia, o denunciamos em todas as suas formas. É essa dinâmica que fará a igreja cumprir o seu papel de ser sal da terra e luz do mundo.

            Lamento que alguns tenham polarizado a discussão em termos políticos apenas e tenham se esquecido que não existe política nessa questão, mas uma ação arbitrária contra o estado, a família, a justiça e o direito e porque não dizer, contra a própria fé. Por isso é hora de acordar igreja, lembrando as Escrituras que dizem: Apocalipse 22:11 Continue o injusto fazendo injustiça, continue o imundo ainda sendo imundo; o justo continue na prática da justiça, e o santo continue a santificar-se.
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"Se dissermos que não temos cometido pecado, 
fazemo-lo mentiroso, e a sua palavra não está em nós." 
1ª JOÃO 1:10


Antes de criticar, falar mal do governo e do pecado dos outros, avalie sua própria vida e veja o que precisa ser corrigido em você!


Muita paz, alegria e ricas bençãos no Senhor!

Missionária KÁTIA TRIBIOLLI
estudante de teologia
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*Rev. Cleverson Gilvan é pastor na IPB Central de Patrocínio-MG e professor no IBEL - Instituto Bíblico Eduardo Lane.

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