8 de novembro de 2015

O efeito da revelação geral

CULPA - O EFEITO DA REVELAÇÃO GERAL


O que de Deus se pode conhecer é manifesto entre eles, por que Deus lhes manifestou.
ROMANOS 1.19

A Escritura admite, e a experiência confirma, que os seres humanos inclinam-se naturalmente por uma forma de religião, embora falhem em adorar seu Criador, cuja revelação geral de si mesmo torna-o conhecido universalmente. O ateísmo teórico é sempre uma reação contra a crença pré-existente em Deus ou deuses, e o monoteísmo moral somente surgiu no despertar da revelação especial.


A Escritura explana este estado de coisas dizendo-nos que o pecado do egoísmo e da aversão às prescrições de nosso Criador conduz a humanidade à idolatria, o que significa transferir a adoração e reverência a outro poder ou objeto que não o Deus Criador (Is 44.9-20Rm 1.21-23Cl 3.5). Desta maneira, os humanos apóstatas ‘suprimiram a verdade’ e ‘mudaram a glória de Deus incorruptível em semelhança da imagem de homem corruptível, bem como de aves, quadrúpedes e répteis’ (Rm 1.23). Eles sufocam e extinguem, tanto quanto podem, a consciência que a revelação geral lhes dá do Criador-Juiz transcendente, e com seu inextirpável senso de deidade se apegam a objetos indignos. Isto, ao revés, leva a um drástico declínio moral, com a conseqüente miséria, como primeira manifestação da ira de Deus contra a apostasia humana (Rm 1.1824-32).

No momento atual, no Ocidente, as pessoas idolatram e, na realidade, adoram objetos seculares, tais como a empresa, a família, o futebol e sensações agradáveis de várias espécies. Mas, o declínio mora, persiste como resultado, tal como ocorreu quando os pagãos adoraram ídolos literais nos tempos bíblicos.

Os seres humanos não podem suprimir completamente sua percepção de Deus, bem como de seu julgamento presente e futuro; o próprio Deus não permitirá que o façam. Algum sentido do que é certo e errado, como também de ser submetido a um Juiz Divino, sempre permanece. Em nosso mundo decaído, todas as mentes que não estão de algum modo anestesiadas tem uma consciência que, em certos pontos, as dirige e, de tempos em tempos, as condena, dizendo-lhes que devem sofrer pelos erros cometidos (Rm 2.14ss); e quando a consciência fala nestes termos é, na verdade, Deus quem está falando.

A humanidade arruinada, é em certo sentido, ignorante de Deus, uma vez que o que as pessoas gostam de crer, e de fato crêem, com vistas ao objeto de seu culto falseia e distorce a revelação de Deus, da qual não podem escapar. Em outro sentido, contudo, todos os seres humanos permanecem cônscios de Deus, de modo culpável, com desconfortáveis pressentimentos do julgamento vindouro, que esperam não se cumpra. Somente o evangelho de Cristo pode falar de paz a esse aflitivo aspecto da condição humana.
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O que de Deus se pode conhecer 
é manifesto entre eles, 
por que Deus lhes manifestou.
ROMANOS 1.19


Muita paz, alegria e ricas bençãos no Senhor!


Missionária KÁTIA TRIBIOLLI
estudante de teologia
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FONTE:
Blog da IPB Central de Patrocínio. Boletim Informativo, 08 de novembro de 2015. Disponível em: <http://www.igrejapresbiterianadepatrocinio.blogspot.com.br/2015/11/boletim-informativo-08-de-novembro-de.html>. Acesso em: 08/11/2015.

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